O WhatsApp, aplicativo de mensagens mais popular do Brasil, voltou a ser explorado como vetor de ataque em uma nova onda de crimes digitais. Pesquisadores de segurança identificaram uma campanha ativa que utiliza mensagens automáticas enviadas por contatos legítimos para espalhar o Trojan bancário Astaroth, um dos malwares financeiros mais perigosos já detectados no país.
O golpe se destaca pelo alto grau de engenharia social, aproveitando a confiança entre contatos para infectar vítimas e roubar credenciais bancárias, dados financeiros e informações pessoais.
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Neste artigo, você vai entender como o Astaroth se propaga pelo WhatsApp, por que o Brasil é um dos principais alvos, quais são os riscos reais para usuários comuns e como se proteger desse tipo de ameaça.
O que é o Trojan bancário Astaroth?
O Astaroth, também conhecido como Guildma, é um trojan bancário avançado desenvolvido especificamente para atacar usuários brasileiros. Ele é famoso por:
- Roubar credenciais bancárias
- Interceptar autenticações
- Capturar telas e teclas digitadas
- Manipular sessões bancárias em tempo real
- Contornar mecanismos de segurança
Diferente de malwares genéricos, o Astaroth é altamente adaptado ao ecossistema bancário do Brasil, reconhecendo interfaces de bancos, fintechs e sistemas de pagamento populares.
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Como o vírus do WhatsApp espalha o Astaroth?
A campanha atual utiliza uma técnica extremamente eficaz:
mensagens automáticas enviadas a partir de contatos legítimos já infectados.
Etapas do ataque:
- O dispositivo da vítima inicial é infectado
- O malware acessa a lista de contatos
- Mensagens automáticas são enviadas via WhatsApp
- O texto costuma conter links ou arquivos atrativos
- O destinatário confia no remetente e clica
- O ciclo se repete
Esse modelo transforma cada vítima em um novo ponto de disseminação, criando um efeito em cadeia difícil de conter.
Exemplos de mensagens usadas no golpe
As mensagens geralmente apelam para curiosidade, urgência ou confiança, como:
- “Você viu isso? É você nesse vídeo?”
- “Atualização importante da sua conta, veja agora”
- “Olha o que eu encontrei
- “Confere esse arquivo que recebi”
O conteúdo pode incluir:
- Links encurtados
- Arquivos disfarçados de documentos
- Supostos comprovantes ou vídeos
Por que o Brasil é o principal alvo?
O Brasil é um dos maiores alvos globais de trojans bancários, por vários motivos:
- Grande adoção de bancos digitais
- Popularidade do WhatsApp
- Alto volume de transações online
- Cultura de compartilhamento rápido de links
- Baixa conscientização em segurança digital
Grupos criminosos sabem que o retorno financeiro é alto e que ataques via WhatsApp têm uma taxa de sucesso elevada.
O que acontece após a infecção?
Uma vez instalado, o Astaroth passa a operar de forma silenciosa:
Principais ações do malware:
- Monitoramento de aplicativos bancários
- Captura de dados digitados
- Sobreposição de telas falsas
- Interceptação de códigos de autenticação
- Comunicação com servidores de comando e controle
Em muitos casos, a vítima só percebeu o ataque quando valores já foram transferidos ou contas bloqueadas.

Por que o Astaroth é tão difícil de detectar?
O Astaroth utiliza técnicas avançadas de evasão, como:
- Execução em memória
- Uso de ferramentas legítimas do sistema
- Comunicação criptografada
- Código altamente ofuscado
- Ativação apenas quando detecta aplicativos bancários
Essas características dificultam a detecção por antivírus tradicionais, especialmente em dispositivos desatualizados.
Empresas também estão em risco?
Sim — e muito.
Funcionários que utilizam:
- Celulares pessoais para trabalho
- WhatsApp para comunicação corporativa
- Aplicativos bancários em dispositivos compartilhados
podem se tornar portas de entrada para ataques financeiros e vazamento de dados empresariais.
O risco aumenta quando não há:
- Políticas de segurança
- Treinamento de usuários
- Separação entre uso pessoal e profissional
Como se proteger do vírus do WhatsApp e do Astaroth?
1. Desconfie de qualquer link ou arquivo
Mesmo que venha de alguém conhecido, confirme antes de clicar.
2. Mantenha o sistema atualizado
Atualizações corrigem falhas exploradas por malwares.
3. Evite instalar apps fora das lojas oficiais
Arquivos APK enviados por mensagens são extremamente perigosos.
4. Use autenticação em dois fatores
Isso dificulta o acesso às contas, mesmo com credenciais roubadas.
5. Separe dispositivos pessoais e profissionais
Isso reduz drasticamente o impacto de infecções.
Infraestrutura segura também importa
Embora o ataque comece no celular, o impacto frequentemente chega a sistemas corporativos, servidores e contas online.
Uma infraestrutura mal protegida amplia o estrago, permitindo:
- Acesso indevido a sistemas
- Movimentação lateral
- Fraudes em larga escala
Segurança digital começa pela base
Golpes como o do Trojan bancário Astaroth mostram que a segurança não termina no antivírus, ela começa na infraestrutura que sustenta seus sistemas e dados.
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- Proteção contra ameaças comuns
- Base confiável para sites, sistemas e aplicações
O que aprender com essa campanha no WhatsApp?
Esse caso deixa lições importantes:
- Confiança entre contatos é explorada por criminosos
- WhatsApp é um vetor poderoso de ataques
- Trojan bancário brasileiro é altamente sofisticado
- Educação em segurança é essencial
- Infraestrutura frágil aumenta o impacto dos ataques
A combinação de engenharia social + malware avançado continua sendo uma das armas mais eficazes do cibercrime.
A disseminação do Trojan bancário Astaroth via WhatsApp reforça um alerta crítico para usuários e empresas no Brasil:
mensagens aparentemente inofensivas podem esconder ameaças graves.
Em um cenário onde ataques se espalham por contatos confiáveis, a única defesa real é a combinação de conscientização, boas práticas e infraestrutura segura.
Ignorar esses sinais é permitir que criminosos tenham acesso direto ao que há de mais valioso: seus dados e seu dinheiro.
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