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O UAT-7290, com ligações à China, tem como alvo empresas de telecomunicações com malware Linux e nós ORB

O UAT-7290, com ligações à China, tem como alvo empresas de telecomunicações com malware Linux e nós ORB

Pesquisadores de segurança identificaram uma nova campanha de ciberespionagem avançada atribuída ao grupo UAT-7290, um ator de ameaça com ligações à China, que vem atacando empresas de telecomunicações utilizando malware para Linux e uma infraestrutura sofisticada baseada em nós ORB (Operational Relay Box).

O caso chama atenção não apenas pelo nível técnico do ataque, mas principalmente pelo alvo estratégico: o setor de telecomunicações, considerado parte da infraestrutura crítica nacional em diversos países.

Neste artigo, você vai entender quem é o UAT-7290, como funcionam os ataques com malware Linux, o papel dos nós ORB e por que campanhas como essa representam uma ameaça significativa à segurança global.

Quem é o grupo UAT-7290?

O UAT-7290 é classificado como um ator de ameaça persistente avançado (APT), termo usado para descrever grupos altamente organizados, bem financiados e com objetivos de longo prazo.

Embora a atribuição em cibersegurança seja sempre cautelosa, análises de:

  • Infraestrutura
  • Técnicas utilizadas
  • Horários de operação
  • Padrões de código
  • Alvos estratégicos

indicam fortes ligações com interesses chineses, especialmente em campanhas de espionagem digital e coleta de inteligência.

Diferentemente de grupos focados em ransomware ou ganhos financeiros imediatos, o UAT-7290 demonstra um comportamento típico de operações estatais.

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Por que empresas de telecomunicações são o alvo?

O setor de telecomunicações é extremamente valioso para operações de espionagem porque concentra:

  • Metadados de comunicação
  • Informações de localização
  • Infraestrutura de backbone da internet
  • Dados sensíveis de governos e empresas
  • Tráfego internacional de voz e dados

Ao comprometer uma operadora de telecom, um atacante pode:

  • Monitorar comunicações
  • Coletar inteligência estratégica
  • Facilitar ataques a outros setores
  • Manter acesso persistente e discreto

Por isso, ataques a esse setor são tratados como ameaças à soberania digital em muitos países.

O papel do malware Linux nos ataques

Um dos aspectos mais relevantes dessa campanha é o uso de malware direcionado a sistemas Linux, que são amplamente utilizados em:

  • Servidores de telecomunicações
  • Infraestrutura de rede
  • Sistemas de roteamento
  • Appliances de segurança
  • Ambientes de missão crítica

Capacidades do malware Linux

O malware empregado pelo UAT-7290 apresenta funcionalidades como:

  • Execução remota de comandos
  • Coleta de informações do sistema
  • Persistência avançada
  • Comunicação efetiva com servidores C2
  • Movimentação lateral dentro da rede

Por operar em Linux, o malware se beneficia de menor visibilidade em ambientes onde a segurança costuma ser mais focada em sistemas Windows.

O que são nós ORB (Operational Relay Box)?

Os nós ORB são sistemas intermediários comprometidos, usados como pontos de retransmissão operacional entre o atacante e o alvo final.

Em vez de se conectar diretamente aos servidores de comando e controle, o UAT-7290 utiliza uma rede distribuída de ORBs, o que oferece várias vantagens:

  • Ocultação da origem real do ataque
  • Dificuldade de atribuição
  • Maior resiliência contra derrubadas
  • Comunicação fragmentada e descentralizada

Esses nós costumam ser:

  • Servidores Linux comprometidos
  • Dispositivos mal configurados
  • Sistemas esquecidos ou sem monitoramento

Por que os nós ORB dificultam a detecção?

Diferentemente de infraestruturas C2 tradicionais, os ORBs:

  • Misturam tráfego malicioso com tráfego legítimo
  • Mudam constantemente
  • Operam em múltiplas regiões
  • Usam protocolos comuns (HTTPS, SSH)

Isso torna a detecção por firewalls tradicionais e soluções baseadas apenas em assinatura muito mais difícil.

O UAT-7290, com ligações à China, tem como alvo empresas de telecomunicações com malware Linux e nós ORB
O UAT-7290, com ligações à China, tem como alvo empresas de telecomunicações com malware Linux e nós ORB

Técnicas avançadas de persistência e evasão

A campanha do UAT-7290 demonstra o uso de técnicas modernas, como:

  • Execução apenas em memória
  • Uso de ferramentas nativas do sistema
  • Ofuscação de comunicações
  • Limitação de atividades para evitar alertas
  • Coleta seletiva de dados

Essas práticas são típicas de operações de espionagem de longo prazo, onde o objetivo é não ser detectado, e não causar impacto imediato.

Quem está mais exposto a esse tipo de ataque?

Os principais alvos incluem:

  • Operadoras de telecomunicações
  • Provedores de internet
  • Empresas que operam backbone de rede
  • Data centers regionais
  • Fornecedores de infraestrutura crítica

Especialmente vulneráveis estão ambientes que:

  • Executam Linux sem monitoramento contínuo
  • Possuem serviços expostos à internet
  • Estão desatualizados
  • Não adotam segmentação de rede

O alerta para infraestrutura crítica

O caso do UAT-7290 reforça uma realidade preocupante:
Infraestruturas críticas são alvos prioritários de ciberespionagem estatal.

Isso exige uma abordagem de segurança muito mais madura, incluindo:

  • Monitoramento contínuo
  • Defesa em profundidade
  • Resposta a incidentes bem definida
  • Infraestrutura resiliente

Segurança começa na base da infraestrutura

Mesmo as melhores estratégias de defesa falham quando a infraestrutura é frágil, mal configurada ou sem isolamento adequado.

Servidores Linux expostos, sem hardening e sem monitoramento, tornam-se candidatos ideais para virar nós ORB sem que ninguém perceba.

Proteja sua infraestrutura antes que ela vire um nó ORB

Campanhas como a do UAT-7290 mostram que qualquer servidor mal protegido pode ser transformado em parte de uma operação global de espionagem.

Com a Hostec, você conta com:

  • Infraestrutura monitorada
  • Ambientes isolados
  • Hardening básico aplicado
  • Base sólida para projetos críticos e corporativos

O que aprender com o caso UAT-7290?

Esse incidente deixa lições claras:

  • Linux também é alvo prioritário
  • Infraestrutura crítica exige segurança contínua
  • ORBs tornam ataques mais furtivos
  • Detecção tradicional não é suficiente
  • Prevenção começa na configuração correta do servidor

Empresas que negligenciam esses pontos acabam se tornando peças invisíveis em operações de espionagem internacional.

O grupo UAT-7290, com ligações à China, demonstra como a ciberespionagem moderna evoluiu para operações silenciosas, persistentes e altamente técnicas.

Ao combinar malware Linux com uma rede de nós ORB, o grupo consegue manter acesso prolongado a empresas de telecomunicações — um dos setores mais estratégicos da economia digital.

Para organizações que operam infraestrutura crítica, a mensagem é clara:
segurança não é opcional, é parte da soberania digital.

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