As campanhas de malware baseadas em engenharia social continuam evoluindo, e os navegadores web se tornaram um dos principais vetores de ataque. Um novo caso chama atenção: a extensão maliciosa CrashFix para Google Chrome, que se disfarça como uma ferramenta legítima de correção de travamentos do navegador, mas na realidade instala o ModeloRAT, um malware de acesso remoto altamente perigoso.
Utilizando iscas no estilo ClickFix, a campanha explora o medo e a urgência do usuário ao simular falhas críticas no navegador, convencendo a vítima a instalar a extensão maliciosa acreditando estar resolvendo um problema técnico.
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O que é a extensão CrashFix para Chrome?
A CrashFix se apresenta como uma extensão legítima do Google Chrome, prometendo:
- Corrigir travamentos frequentes do navegador
- Melhorar desempenho e estabilidade
- Resolver erros críticos automaticamente
No entanto, após a instalação, a extensão passa a executar comportamentos maliciosos, funcionando como um vetor de entrega (dropper) para o ModeloRAT.
Sinais de alerta
- Solicitação excessiva de permissões
- Acesso a “todos os sites visitados”
- Execução de scripts em segundo plano
- Comunicação com servidores externos desconhecidos
Essas permissões permitem que a extensão atue muito além do que um simples “conserto de travamentos”.
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O que é o ModeloRAT?
O ModeloRAT é um malware do tipo Remote Access Trojan (RAT), projetado para fornecer controle remoto completo do sistema da vítima ao atacante.
Capacidades do ModeloRAT
- Captura de teclas digitadas (keylogging)
- Roubo de credenciais salvas no navegador
- Captura de tela
- Execução remota de comandos
- Download e execução de cargas adicionais
- Persistência no sistema
Esse tipo de malware é frequentemente utilizado em:
- Espionagem corporativa
- Roubo de contas
- Fraudes financeiras
- Preparação para ataques mais graves, como ransomware
Como funciona o ataque no estilo ClickFix?
A técnica ClickFix é uma forma avançada de engenharia social que simula erros técnicos críticos para induzir o usuário a tomar uma ação imediata.
Etapas do ataque
- Exibição da falsa falha
O usuário vê uma mensagem indicando que o Chrome travou ou está corrompido. - Promessa de solução rápida
Um aviso sugere instalar a extensão CrashFix para “resolver o problema”. - Instalação voluntária da extensão
A vítima concede permissões elevadas sem suspeitar. - Entrega do ModeloRAT
A extensão baixa e executa o malware em segundo plano. - Controle remoto silencioso
O atacante passa a controlar o sistema sem alertas visíveis.
O sucesso dessa técnica está no fato de que o próprio usuário executa a ação maliciosa, contornando muitas defesas automáticas.

Por que extensões de navegador são alvos tão atrativos?
Extensões possuem acesso privilegiado ao navegador e, muitas vezes, ao sistema.
Principais riscos das extensões maliciosas
- Acesso a cookies de sessão
- Roubo de senhas e dados autofill
- Manipulação de páginas visitadas
- Injeção de scripts
- Redirecionamento para sites maliciosos
Além disso, usuários tendem a confiar excessivamente em extensões, especialmente quando aparentam resolver problemas técnicos.
Impactos para usuários, empresas e sites
Uma infecção por ModeloRAT pode ter consequências severas.
Riscos reais
- Roubo de credenciais corporativas
- Comprometimento de contas administrativas
- Vazamento de dados sensíveis
- Acesso não autorizado a servidores
- Uso da máquina como ponto de ataque
- Infecção em cadeia dentro da empresa
Para administradores de sites, isso pode resultar em:
- Sites comprometidos
- Inserção de malware em páginas legítimas
- Penalizações de SEO
- Perda de reputação digital
Como se proteger contra extensões maliciosas como a CrashFix?
A proteção começa com boas práticas de segurança digital.
Medidas essenciais
- Instalar extensões apenas de desenvolvedores confiáveis
- Revisar permissões solicitadas
- Utilizar antivírus com proteção de navegador
- Monitorar comportamento do sistema
- Remover extensões desnecessárias
- Manter o navegador sempre atualizado
A importância de uma hospedagem segura
Ambientes mal protegidos facilitam a propagação de malware e ataques indiretos.
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- Isolamento de ambientes
- Suporte técnico especializado
O crescimento das campanhas baseadas em engenharia social
Ataques como o da extensão CrashFix mostram que os cibercriminosos estão migrando do ataque puramente técnico para o ataque psicológico, explorando:
- Medo de falhas técnicas
- Falta de conhecimento do usuário
- Urgência artificial
- Confiança em interfaces conhecidas
Isso torna a educação em segurança digital tão importante quanto a tecnologia em si.
Lições para o futuro da cibersegurança
Este caso reforça que:
- Nem tudo que está em uma loja oficial é seguro
- Extensões precisam de auditoria constante
- Engenharia social continua sendo extremamente eficaz
- Infraestrutura confiável reduz riscos em cadeia
Empresas que investem em prevenção, monitoramento e hospedagem segura estão muito mais preparadas para enfrentar esse cenário.
A extensão CrashFix para Chrome, ao utilizar falsas mensagens de travamento no estilo ClickFix, demonstra como ataques modernos combinam engenharia social, abuso de confiança e malware avançado para comprometer usuários e organizações.
O ModeloRAT, entregue por meio dessa extensão, representa uma ameaça séria, capaz de causar danos financeiros, operacionais e reputacionais.