A Cloudflare, uma das maiores empresas de infraestrutura, CDN e segurança da internet, revelou um dado impressionante: houve um aumento de 3800% nas ações anti-pirataria, resultando na remoção de mais de 20 mil contas associadas a atividades ilegais.
O número chama atenção não apenas pelo volume, mas pelo recado claro que a empresa envia ao mercado: o cerco contra pirataria digital, streaming ilegal e abuso de infraestrutura está se fechando rapidamente.
Para donos de sites, empresas de tecnologia e produtores de conteúdo, essa mudança representa um novo cenário de responsabilidade, fiscalização e riscos reais.
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Por que a Cloudflare intensificou o combate à pirataria?
A Cloudflare atua como intermediária de tráfego para milhões de sites no mundo todo. Nos últimos anos, criminosos passaram a abusar dessa infraestrutura para:
- Hospedar sites de streaming pirata
- Distribuir conteúdo protegido por direitos autorais
- Ocultar a origem real de serviços ilegais
- Burlar bloqueios regionais e ordens judiciais
Com isso, a empresa passou a enfrentar pressão regulatória, jurídica e comercial, especialmente de estúdios, ligas esportivas, emissoras e governos.
O aumento de 3800% reflete:
- Novos mecanismos automáticos de detecção
- Parcerias com detentores de direitos autorais
- Processos mais rígidos de análise de abuso
- Tolerância zero para reincidência
Mais de 20 mil contas removidas: o que isso significa?
A remoção dessas contas indica que não se trata apenas de avisos ou bloqueios temporários. Na prática, a Cloudflare:
- Cancelou serviços definitivamente
- Remove acesso à CDN e proteção DDoS
- Interrompeu operações de sites inteiros
- Quebrou cadeias de distribuição de conteúdo ilegal
Para muitos serviços ilegais, isso significou sair do ar da noite para o dia, sem possibilidade rápida de recuperação.
Streaming ilegal no centro do problema
Grande parte das ações anti-pirataria está ligada a:
- IPTV ilegal
- Transmissões esportivas piratas
- Sites de filmes e séries não licenciados
- Plataformas de replay e espelhamento
Esses serviços dependem fortemente de:
- CDN para performance
- Proteção contra DDoS
- Infraestrutura resiliente
Quando essa base é removida, o modelo de negócio simplesmente colapsa.
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E os sites “legítimos”? Devem se preocupar?
Sim — e muito.
Embora o foco seja pirataria, o movimento da Cloudflare deixa um alerta importante:
provedores de infraestrutura estão cada vez mais ativos na fiscalização do uso de seus serviços.
Isso significa que:
- Sites mal configurados podem ser sinalizados
- Ambientes inseguros podem ser associados a abuso
- Falta de compliance pode gerar bloqueios
- Dependência excessiva de terceiros é um risco
Mesmo projetos legítimos podem sofrer impactos se:
- Compartilham IPs com atividades ilegais
- Não mantêm boas práticas de segurança
- Ignoram notificações de abuso

O papel da hospedagem nesse novo cenário
Esse episódio reforça algo fundamental: a infraestrutura importa mais do que nunca.
Uma hospedagem de qualidade ajuda a:
- Manter isolamento entre projetos
- Evitar associação com atividades ilegais
- Responder rapidamente a notificações
- Garantir estabilidade mesmo sob fiscalização
- Proteger a reputação do site é da marca
Por que a Cloudflare está agindo agora?
Alguns fatores explicam esse timing:
- Aumento global da pirataria digital
- Pressão de órgãos reguladores
- Ações judiciais em múltiplos países
- Avanço de tecnologias de rastreamento
- Exigência maior de responsabilidade das big techs
O recado é claro: neutralidade técnica não significa mais neutralidade operacional.
Impacto direto para empresas e produtores de conteúdo
Para empresas legítimas, há um lado positivo:
- Menos concorrência desleal
- Redução de pirataria de marcas e produtos
- Ambientes digitais mais confiáveis
Por outro lado, exige:
- Mais cuidado com fornecedores
- Infraestrutura sólida e transparente
- Segurança e compliance contínuos
Não basta “estar online”. É preciso estar correto, seguro e bem hospedado.
O futuro da internet: menos tolerância, mais controle
O aumento de 3800% nas ações anti-pirataria da Cloudflare mostra que a internet está entrando em uma nova fase:
- Menos espaço para zonas cinzentas
- Mais responsabilidade para quem hospeda
- Mais fiscalização automatizada
- Mais impacto para quem ignora regras básicas
Para projetos sérios, isso é uma oportunidade. Para quem opera no limite, é um risco enorme.
A decisão da Cloudflare de intensificar o combate à pirataria e remover mais de 20 mil contas marca um divisor de águas na gestão da infraestrutura da internet.
Empresas, criadores e donos de sites precisam entender que:
- A escolha da hospedagem é estratégica
- Segurança não é opcional
- Compliance virou requisito técnico
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