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Operação PowerOFF derruba 53 domínios de DDoS e prende suspeitos

Operação PowerOFF derruba 53 domínios de DDoS e prende suspeitos

Operação PowerOFF derrubou 53 domínios usados em ataques DDoS em ação internacional.

A Operação PowerOFF derrubou 53 domínios utilizados em ataques de negação de serviço (DDoS) e resultou na prisão de suspeitos envolvidos nessas atividades.

A ação foi coordenada entre 21 países, que atuaram no desmantelamento de serviços ilegais. Durante a operação, foram apreendidos dados relacionados a 3 milhões de contas criminosas e enviados cerca de 75 mil alertas a usuários dessas plataformas.

A iniciativa envolveu medidas de repressão e prevenção contra ataques DDoS, e o Brasil está entre os países investigados na operação.

Desenvolvimento: como funcionava o esquema

A Operação PowerOFF teve como principal alvo os serviços ilegais de DDoS por encomenda, também conhecidos como booter.

Essas plataformas permitem que usuários contratem ataques para derrubar sites, sistemas e servidores. Segundo a Europol, esse tipo de prática se tornou uma tendência crescente no cibercrime, principalmente pela facilidade de acesso.

Mesmo pessoas com pouco conhecimento técnico conseguem utilizar esses serviços, o que amplia o alcance desse tipo de ataque.

O funcionamento dessas plataformas ocorria da seguinte forma:

  • Serviços ilegais eram disponibilizados na internet
  • Usuários contratavam ataques diretamente nessas plataformas
  • As ferramentas geravam grandes volumes de tráfego contra o alvo
  • O sistema atacado ficava sobrecarregado e saía do ar


Os 53 domínios derrubados durante a operação estavam diretamente ligados a esse tipo de atividade ilegal.

Explicações técnicas

Os ataques de DDoS (Distributed Denial of Service) funcionam ao sobrecarregar sistemas com múltiplas requisições simultâneas, impedindo o acesso de usuários legítimos.

De acordo com a Europol, os serviços de DDoS por encomenda facilitam esses ataques porque:

  • Não exigem conhecimento técnico
  • Automatizam todo o processo
  • Estão disponíveis na internet comum
  • Permitem ataques sob demanda


A investigação também identificou a existência de mais de 100 URLs promovendo esse tipo de serviço, inclusive em mecanismos de busca.

Esses ataques podem atingir servidores, sites e bancos de dados, tornando serviços online indisponíveis.

Serviços ilegais de booter foram o principal alvo da operação

Serviços de DDoS por encomenda permitiam ataques mesmo sem conhecimento técnico.

Os serviços ilegais de booter foram o principal foco da Operação PowerOFF.

Além de derrubar os 53 domínios ligados aos ataques DDoS, as autoridades também desmantelaram a infraestrutura que sustentava essas plataformas, incluindo servidores e bancos de dados.

Esses serviços permitiam que qualquer pessoa contratasse ataques cibernéticos, aumentando significativamente o número de incidentes.

Segundo a Europol, a apreensão dessa infraestrutura ajudou a prejudicar o funcionamento desses serviços e evitar novas vítimas.

Três milhões de contas criminosas apreendidas

Durante a operação, foram apreendidos dados relacionados a cerca de 3 milhões de contas utilizadas por usuários desses serviços ilegais.

Essas informações ajudaram as autoridades a entender melhor o funcionamento dessas plataformas e identificar possíveis envolvidos.

Além disso, foi identificada uma ampla rede de divulgação desses serviços, com mais de 100 URLs anunciando ataques DDoS por encomenda.

Autoridades enviaram 75 mil alertas a usuários dos serviços de DDoS por encomenda

O FBI participou da Operação PowerOFF ao lado de autoridades internacionais no combate aos ataques DDoS.

Com base nas informações coletadas, as autoridades enviaram aproximadamente 75 mil alertas a usuários desses serviços.

Os avisos foram enviados por e-mail e cartas, além de plataformas relacionadas a pagamentos, como serviços de criptomoedas e blockchain.

O FBI, que participou da operação, destacou que continua atuando em parceria com autoridades internacionais para combater ameaças cibernéticas.

Países envolvidos na operação

A operação contou com a participação de diversos países, incluindo:

Austrália, Áustria, Bélgica, Brasil, Bulgária, Dinamarca, Estônia, Finlândia, Alemanha, Japão, Letônia, Lituânia, Luxemburgo, Países Baixos, Noruega, Polônia, Portugal, Suécia, Tailândia, Reino Unido e Estados Unidos.

A cooperação internacional foi fundamental para a derrubada dos 53 domínios utilizados em ataques DDoS.

Conclusão

A Operação PowerOFF representa um avanço importante no combate aos serviços ilegais de DDoS por encomenda.

Com a derrubada dos 53 domínios, a apreensão de milhões de contas e o envio de milhares de alertas, as autoridades reforçam o combate ao cibercrime em escala global.

Mesmo assim, os ataques DDoS continuam sendo uma ameaça relevante, exigindo atenção constante à segurança digital.

Fonte: TecMundo

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