O Irã está sem acesso normal à internet há mais de 84 horas, segundo monitoramento da ONG NetBlocks, após autoridades do país bloquearem os serviços de internet e telefonia em resposta aos protestos anti-governo que começaram no final de dezembro de 2025. A interrupção massiva visa dificultar a coordenação dos manifestantes e o fluxo de informações para o exterior — mas também isolou milhões de iranianos do mundo digital.
Diante desse cenário, o **O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou que pretende falar com o bilionário Elon Musk sobre a possibilidade de usar a rede de internet via satélite Starlink para restaurar a conectividade no Irã, caso isso seja viável.
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Por que o Irã cortou a internet?
A decisão de cortar o acesso à internet foi tomada pelo governo iraniano em meio a protestos que começaram em 28 de dezembro de 2025 e se espalharam por todo o país. Os movimentos iniciais, originados em Teerã, foram motivados por pressões econômicas, alta inflação e insatisfação com a gestão política, mas rapidamente se transformaram em um levante mais amplo contra o regime clerical.
Segundo a ONG NetBlocks e outras organizações de monitoramento, o país vive um apagão digital que já ultrapassa as 84 horas (mais de três dias), com serviços de internet e telefonia limitados ou totalmente cortados em todo o território.
O blackout da internet não é novidade no Irã — o país já havia recorrido a medidas semelhantes em momentos de protestos intensos em anos anteriores —, mas a duração e abrangência atuais são excepcionalmente grandes.
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O contexto político e social que levou ao blackout
Protestos em massa e repressão
Os protestos iniciaram-se como reação às dificuldades econômicas de um ano marcado por inflação elevada, desvalorização da moeda e aumento do custo de vida em todo o Irã. As manifestações ganharam força à medida que grupos diversos se uniram, incluindo cidadãos urbanos, estudantes, minorias étnicas e trabalhadores insatisfeitos.
O governo respondeu com uma crackdown severa, com uso de força letal para conter multidões, prisões em massa e outras medidas de segurança — fatos que têm sido relatados por grupos de direitos humanos e organizações internacionais.
Consequências humanas e falta de transparência
Organizações de direitos humanos relataram centenas de mortes de manifestantes e milhares de prisões desde o início dos protestos. No entanto, o apagão da internet dificulta a verificação independente e completa dessas informações, porque impede a transmissão de dados de dentro do país.
Donald Trump e a possível intervenção tecnológica
Em meio à crise, o presidente Donald Trump anunciou planos de conversar com Elon Musk, cujo grupo de tecnologia, a SpaceX, opera o serviço de internet via satélite Starlink, que já foi usado anteriormente para fornecer conectividade em zonas de conflito ou bloqueios de internet.
O papel potencial da Starlink
A ideia em avaliação nos EUA é usar terminais Starlink para restaurar a conectividade no Irã, possivelmente através de redes satelitais que contornam as restrições impostas pelo governo. Isso poderia permitir que cidadãos iranianos se reconectarem com o mundo exterior, mesmo com a infraestrutura terrestre bloqueada.
Esse não seria o primeiro uso do Starlink em situações semelhantes: no passado, a tecnologia foi empregada para manter ligações de dados em áreas onde a internet tradicional havia sido cortada por motivos políticos ou de guerra — incluindo episódios anteriores no próprio Irã em 2025.

Repercussões internacionais e diplomáticas
A ideia de restaurar internet via satélite com apoio de uma empresa privada levanta questões diplomáticas delicadas:
- Soberania nacional vs. direitos de acesso à informação: enquanto defensores veem a medida como um recurso humanitário para garantir liberdade de expressão, governos como o do Irã a consideram uma violação de sua soberania.
- Relações entre EUA, Irã e aliados regionais: possíveis intervenções de tecnologia estrangeira podem agravar tensões já existentes no Oriente Médio.
- Uso militar e estratégico de satélites: países como Rússia e China já demonstraram preocupações sobre a utilização civil de satélites para driblar controles nacionais.
Organizações internacionais e líderes globais seguem divididos sobre as melhores formas de responder à crise — alguns pedindo maior pressão diplomática e outros alertando contra uma escalada de confronto.
Impactos no dia a dia dos iranianos
O blackout de internet tem impactos severos no cotidiano:
- Comunicação familiar comprometida: famílias iranianas estão isoladas digitalmente, dificultando contato com parentes no exterior.
- Negócios e economia: empresas dependentes de comércio online ou serviços digitais estão sofrendo prejuízos.
- Acesso à informação: a ausência de conectividade agrava a desinformação e bloqueia relatos independentes sobre os eventos no terreno.
Mesmo soluções alternativas, como VPNs ou redes satelitais, são limitadas devido à intensificação de bloqueios e tentativas de jamming por parte das autoridades iranianas.
Uma crise tecnológica e política global
O Irã vive um dos momentos mais tensos de sua história recente, com protestos em larga escala, repressão violenta e uma escalada nas tentativas de controlar o fluxo de informação. O corte de internet há mais de 84 horas evidencia até que ponto governos podem recorrer à censura digital em situações de crise.
Do outro lado, a discussão entre líderes globais, como Trump e Musk, sobre o uso de tecnologia para restaurar conectividade mostra que a internet não é apenas uma ferramenta de conveniência — mas um elemento essencial para direitos humanos, transparência e acesso à informação no século XXI.
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