A Microsoft emitiu um alerta importante para empresas que utilizam serviços de e-mail corporativo, como Microsoft Exchange e Microsoft 365: configurações incorretas de roteamento de e-mail podem abrir brechas graves de segurança, facilitando ataques de phishing que parecem vir de dentro da própria organização.
Esse tipo de falha é particularmente perigoso porque quebra um dos principais pilares da confiança corporativa: a crença de que mensagens enviadas de um domínio interno são legítimas. Quando explorada, essa vulnerabilidade pode permitir que criminosos enviem e-mails falsos sem levantar alertas de segurança, aumentando drasticamente as chances de sucesso do ataque.
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O que é roteamento de e-mail e por que ele é tão importante?
O roteamento de e-mail define como as mensagens são entregues entre servidores, domínios e usuários. Ele envolve regras, conectores e políticas que determinam:
- Para onde um e-mail deve ser enviado
- Quais servidores podem encaminhar mensagens
- Quando uma mensagem deve ser aceita, rejeitada ou encaminhada
- Como domínios internos e externos se comunicam
Em ambientes corporativos modernos, especialmente híbridos (on-premises + nuvem), o roteamento se torna complexo e altamente sensível a erros de configuração.
Quando mal configurado, esse sistema pode:
-aceitar mensagens falsificadas
-ignorar verificações de autenticidade
-permitir spoofing de domínio
-contornar filtros antiphishing
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Como o problema facilita ataques de phishing
Segundo a Microsoft, configurações incorretas em conectores de entrada e saída, regras de transporte e domínios aceitos podem permitir que um invasor envie e-mails que parecem originar-se de usuários internos, mesmo sem possuir credenciais válidas.
O ataque funciona assim:
- O criminoso identifica um domínio corporativo com regras de roteamento frágeis
- Envia um e-mail forjado usando o domínio interno como remetente
- O servidor aceita a mensagem como legítima
- O e-mail chega ao usuário sem alertas ou avisos de phishing
O resultado? Um ataque extremamente convincente.
Por que o phishing interno é mais perigoso que o tradicional?
Ataques de phishing externos já são conhecidos pelos usuários. Muitos colaboradores aprenderam a desconfiar de e-mails vindos “de fora”. O problema do phishing interno é que ele explora a confiança.
Principais riscos:
- Solicitações falsas de transferência bancária
- Redefinição fraudulenta de senhas
- Instalação de malware
- Comprometimento de contas administrativas
- Vazamento de dados sensíveis
Um simples e-mail “do TI” ou “do financeiro” pode causar danos milionários quando passa despercebido pelos sistemas de segurança.
Configurações que costumam causar o problema
A Microsoft destacou que os principais erros de configuração incluem:
1. Domínios internos configurados como “aceitos” incorretamente
Isso permite que mensagens externas se passem por internas.
2. Conectores de e-mail permissivos demais
Conectores mal definidos podem aceitar mensagens sem validação adequada.
3. Falta de verificação SPF, DKIM e DMARC
Sem essas proteções, o servidor não consegue validar a autenticidade do remetente.
4. Regras de transporte excessivamente genéricas
Regras mal planejadas podem ignorar alertas de spoofing ou phishing.

O papel do SPF, DKIM e DMARC na proteção
Esses três mecanismos são fundamentais para evitar phishing baseado em domínio:
- SPF (Sender Policy Framework): define quais servidores podem enviar e-mails em nome do domínio
- DKIM (DomainKeys Identified Mail): garante a integridade da mensagem
- DMARC: define o que fazer quando SPF ou DKIM falham
Quando mal configurados — ou ausentes — o servidor fica vulnerável a falsificação de identidade.
Empresas que negligenciam essas configurações estão, na prática, abrindo a porta para ataques internos simulados.
Impacto para empresas e provedores
Esse tipo de falha não afeta apenas grandes corporações. Pequenas e médias empresas também estão no radar dos criminosos, especialmente aquelas que:
- Utilizam configurações padrão
- Não possuem equipe dedicada de segurança
- Operam e-mails em ambientes híbridos
- Hospedam múltiplos domínios no mesmo servidor
Em muitos casos, o ataque só é percebido após o prejuízo financeiro ou vazamento de dados.
Boas práticas recomendadas pela Microsoft
A Microsoft recomenda ações imediatas para reduzir os riscos:
Revisar regras de roteamento e conectores
Audite todas as regras de entrada e saída.
Configurar corretamente SPF, DKIM e DMARC
E aplique políticas restritivas sempre que possível.
Monitorar logs e relatórios de e-mail
Identifique padrões anômalos de envio interno.
Treinar usuários
Mesmo e-mails “internos” devem ser analisados com cautela.
Infraestrutura segura começa pela base
Além das configurações corretas de e-mail, é fundamental contar com infraestrutura de hospedagem confiável, que ofereça:
-isolamento de ambientes
-proteção contra spoofing
-monitoramento constante
-suporte técnico especializado
Uma infraestrutura bem gerenciada reduz drasticamente falhas de configuração que podem ser exploradas por criminosos.
Por que esse alerta é tão relevante em 2026?
O phishing continua sendo o principal vetor de ataques corporativos, e a tendência é que os criminosos explorem cada vez mais falhas de configuração, em vez de vulnerabilidades técnicas complexas.
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-É mais rápido
-E explora o fator humano
Por isso, alertas como esse da Microsoft reforçam a necessidade de auditorias constantes e boas práticas de segurança.
O alerta da Microsoft deixa claro: roteamento de e-mail mal configurado não é apenas um detalhe técnico — é um risco crítico de segurança. Ao permitir que mensagens falsas pareçam internas, empresas acabam facilitando ataques de phishing altamente eficazes.
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